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20 de outubro de 2016

DIRETOR DE PRESÍDIO SEQUESTRADO É LIBERTADO NO RIO DE JANEIRO

Eliel Ogawa Júnior saiu de casa, no bairro da Freguesia, na terça-feira à noite. Ele teria sido interceptado por traficantes e levado para a Cidade de Deus

Agentes da Secretaria de Administração  Penitenciária (Seap), com apoio de policiais militares e da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), encontraram nesta quarta-feira o cativeiro onde diretor de uma cadeia nova de Resende, no sul do Rio de Janeiro, era mantido refém na Cidade de Deus, em Jacarepaguá, na Zona Oeste da capital fluminense. No momento em que ele foi libertado, houve confronto entre policiais e traficantes – as vias ao redor do conjunto de favelas chegaram a ser fechadas.
Eliel Ogawa Júnior saiu de casa, no bairro da Freguesia, na noite de terça-feira, e encontrou dois agentes para seguirem juntos na viagem. Ogawa estava em um Gol cinza oficial da Seap e teria sido interceptado por traficantes e levado para dentro da favela. Lá, foi mantido em um mangue e não chegou a sofrer violência física.

    A Divisão Antissequestro (DAS) chegou a ser acionada para ajudar na investigação e descobriu que o último sinal do celular de Ogawa foi registrado exatamente na Cidade de Deus, favela que conta com uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) desde 2009. Moradores começaram a fazer manifestação, ameaçando parar a Linha Amarela.

ROBSON LUCAS DA SILVA ASSUME A SECRETARIA ADJUNTA DA SEAP

20/10/2016 
Em ato realizado no gabinete, o secretário de Administração Prisional, Francisco Kupidlowski, deu posse nesta quinta-feira, 20.10, ao secretário adjunto, Robson Lucas da Silva. A assinatura do termo foi acompanhada pelo advogado-geral do Estado, Onofre Alves Batista Júnior, pelo advogado-geral adjunto, Sérgio Pessoa de Paula Castro, pelos subsecretários da Seap, Washington Clark dos Santos (Segurança Prisional), Wilson Gomes da Silva (Inovação e Logística), e Emília Castilho (Humanização do Atendimento), do chefe de gabinete, Edimar Pinto de Assis, da chefe da Assessoria Jurídica, Maria Cecília de Almeida Castro, e dos procuradores do Estado Mario Eduardo Guimarães Nepomuceno Júnior e Renato Couto Silva de Faria.
O secretário adjunto de Administração Prisional, Robson Lucas da Silva, graduou-se em Direito pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) em 1990 e é procurador do Estado desde 1992. Na então Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds), foi secretário adjunto em duas oportunidades e subsecretário de Integração. Na Controladoria Geral do Estado (CGE) exerceu o cargo de subcontrolador. Na Advocacia Geral do Estado, ocupou as funções de procurador-chefe da Procuradoria de Obrigações, corregedor, coordenador-geral do Núcleo de Assessoramento Jurídico, advogado-geral do Estado e chefe de gabinete.
Foto: Carlos Alberto / Imprensa MG


SERVIDORES DA SEGURANÇA PÚBLICA AMEAÇAM ENTRAR EM GREVE



Reunidos em audiência pública na ALMG, representantes da categoria marcaram assembleia para o dia 8 de novembro.
Líderes de todas as entidades representativas dos servidores da segurança pública de Minas Gerais marcaram para o dia 8 de novembro, às 14 horas, uma assembleia geral para definir ações de pressão ao Governo do Estado. Eles querem o retorno do pagamento dos salários para o quinto dia útil, a definição de reajuste para a categoria e a garantia da quitação do 13º em dia. A medida foi aprovada em audiência pública realizada nesta quarta-feira (19/10/16), no Plenário da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), pela Comissão de Segurança Pública. Nenhum representante do governo compareceu à reunião.
A data também foi escolhida por outras categorias do serviço público estadual para uma paralisação geral com base nas mesmas reivindicações, segundo informou o presidente do Sindicato dos Delegados da Polícia Civil (Sindepominas), Marco Antonio de Paula Assis.
O presidente da comissão, deputado Sargento Rodrigues (PDT), que também é autor do requerimento para a audiência, reclamou das dificuldades financeiras que os policiais têm enfrentado em função dos atrasos e do parcelamento dos salários. Disse, ainda, que a data-base dos servidores é 1º de outubro, mas não houve nenhuma atitude do governo para decidir a recomposição das perdas. “Estamos há quase dois anos sem revisão salarial”, afirmou.
O deputado Sargento Rodrigues conclamou os participantes que lotaram o Plenário e as galerias a participarem de manifestações para exigir uma resposta do governador Fernando Pimentel. “É preciso a união de todas as forças de segurança pública”, disse ele, ao considerar a audiência pública “o último alerta” para Pimentel.
O deputado federal Subtenente Gonzaga (PDT-MG) defendeu ações mais concretas para que a categoria alcance os objetivos debatidos na audiência pública. Listou ocupações de espaços públicos, interdição de estradas e outras vias e a greve como formas da pressão. “Já fomos por demais tolerantes e compreensivos”, disse.
“A luta sindical não faz sentido se ficar só no gabinete, só no 'zap-zap'”, provocou o presidente do Sindicato dos Servidores da Polícia Civil (Sindpol), Denilson Martins, que também defendeu a greve da categoria.
O delegado Marco Antonio Assis também defendeu mais pressão sobre o governador. “Convoco todos os delegados e toda a categoria a se fazerem presentes em todas as manifestações daqui para a frente”.
Militares temem retrocesso
Os presidentes da Associação dos Militares Estaduais Mineiros (Amem), tenente-coronel Norberto Rômulo Russo, e do Centro Social dos Cabos e Soldados, cabo Álvaro Rodrigues Coelho, compararam a situação atual da categoria com o que chamaram de “época pré-97”, referindo-se ao movimento grevista dos praças da PM realizado em 1997.
Ambos disseram não desejar retornar àquele período, no qual os policiais tinham baixos salários. O cabo lembrou que muitos dependiam de cestas básicas doadas por instituições da categoria. “Esse tempo acabou”, disse. “É preciso parar as atividades dentro dos quarteis”, reforçou o tenente-coronel.
O diretor do Sindicato dos Escrivães de Polícia (Sindep-MG), Paulo Fernando Silveira Ribeiro, também foi incisivo nas críticas ao Governo do Estado. “Governo que não se interessa pela segurança e que não se interessa pela sociedade, não governa”, afirmou.
Em tom ameaçador, o delegado Marco Antonio de Paula Assis afirmou que a Polícia Civil não é lugar para covardes. “Temos que ser valentes com todos que cometem crime, mesmo que seja o governador”, disse. Para ele, Pimentel comete crime ao não assumir com responsabilidade a condução da segurança pública no Estado.
Deputado critica uso de recursos públicos
O deputado Sargento Rodrigues criticou a gestão dos recursos públicos pelo governador. Ele disse estranhar que Pimentel justifique falta de verbas para investir na segurança pública, enquanto gasta com viagens e publicidade. Segundo o parlamentar, apenas neste ano, o governo gastou quase R$ 1 milhão em fretamento de aviões.
O parlamentar disse que, além dos salários, o governo também tem atrasado o pagamento de diárias, ajudas de custo e até férias-prêmio para os servidores da segurança pública. Reclamou, ainda, que foram reduzidos os investimentos no setor. “Se diminui o investimento em segurança, reduz-se a capacidade de resposta das polícias”, advertiu.
O presidente do Sindicato dos Peritos Criminais (Sindpecri-MG), Wilton Ribeiro de Sales, afirmou que as viaturas estão sucateadas e os policiais passando por dificuldades com os atrasos. Já o presidente do Sindicato dos Delegados, Marco Antonio Assis, disse não aceitar mais a desculpa da “herança maldita” usada pelo governador em relação à gestão anterior. “A fatura vai chegar e não vai demorar”, alertou.