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11 de novembro de 2011

MORTE DE EX-DIRETOR DE PRESÍDIO SERÁ TEMA DE AUDIÊNCIA


As circunstâncias da morte do ex-diretor-geral do Presídio de Lagoa Santa, Diovane Cardoso Ribeiro, em junho de 2010, serão discutidas em audiência pública da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, na próxima sexta-feira (18/11/11). A reunião foi solicitada pelos deputados Durval Ângelo, presidente, e Paulo Lamac, ambos do PT, e será realizada no Auditório da ALMG, às 9 horas. O inquérito sobre a morte de Diovane Ribeiro concluiu por suicídio, mas a família dele questiona o processo de investigação e quer que o Ministério Público reabra o inquérito.
Diovane Ribeiro, de 31 anos, foi encontrado morto com um tiro na cabeça em seu carro, em uma estrada, no bairro Frimisa, em Santa Luzia, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.
Segundo informações do gabinete do deputado Paulo Lamac, o pai de Diovane, Geraldo da Paixão Ribeiro, quer que o delegado da Delegacia de Homicídios de Santa Luzia apresente provas de que seu filho era usuário de drogas, conforme consta no inquérito, e se matou dentro do carro. A família alega que ele nunca usou drogas e acredita que o ex-diretor do presídio foi assassinado, possivelmente, segundo Geraldo Ribeiro, por membros do sistema de segurança prisional.
O pai de Diovane também afirmou que não houve investigação na região rural de Santa Luzia e Vespasiano, que os celulares de seu filho estavam desligados quando ele foi encontrado e que Diovane estava com hematomas, provocados por possíveis torturas. No entanto, ainda segundo Geraldo Ribeiro, antes do corpo chegar ao IML já havia uma ordem de que o laudo fosse de suicídio.
Convidados - Foram convidados para a audiência, o secretário-adjunto de Estado de Defesa Social, Genilson Ribeiro Zeferino; o ouvidor-geral de Polícia do Estado de Minas Gerais, Paulo Vaz Alkimin; o desembargador da 11ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais, Wanderley Salgado de Paiva; o delegado da 12ª Delegacia Espcializada de Homicídios de Santa Luzia, Christiano Augusto Xavier Ferreira; o promotor de Justiça da Comarca de Santa Luzia, Ary Pedrosa Bittencourt; o presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB - MG, William dos Santos; e o advogado da família da vítima, Rodrigo Bravim Brandão.

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