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27 de abril de 2011

AGENTES APREENDEM CELULARES E ARMAS NO COMPLEXO PENITENCIÁRIO DA NELSON HUNGRIA


    Cerca de 400 agentes participaram de uma operação de vistoria na Penitenciária Nelson Hungria nesta segunda-feira (25) e na manhã desta terça-feira (26). O mesmo procedimento vai ser realizado em todas as 120 unidades administradas pela Superintendência de Administração Prisional (Suapi) da Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds), para retirar armas, celulares ou outros materiais ilícitos caso sejam encontrados nas celas.
        Os agentes pertencem ao Grupo de Intervenção Tática (GIT), do Comando de Operações Especiais (Cope) e a outras unidades prisionais. De acordo com o subsecretário de Administração Prisional, Murilo Andrade de Oliveira, as revistas rotineiras fazem parte dos procedimentos operacionais padrões do sistema prisional. “O que nós mudamos foi a forma, com a integração das equipes de várias unidades para garantir mais agilidade e qualidade do trabalho”, explica.
            Segundo a assessoria da Seds, 1.300 celas da unidade, o pátio e a área externa dos pavilhões passaram pela vistoria. A ação foi acompanhada pelo Ministério Público, Tribunal de Justiça, Defensoria Pública, Polícia Militar e pelo Corpo de Bombeiros.
            Ainda segundo a assessoria, a Corregedoria da secretaria vai abrir um procedimento interno de investigação para apurar uma denúncia sobre a existência de telefones celulares dentro da unidade prisional.
            Por meio de nota oficial, a Seds informou que “sobre a suposta ligação do detento de dentro da área da unidade, a Suapi alerta que todo e qualquer identificador de ligações de celular não tem precisão para informar a localidade exata da chamada. Informa ainda que a denúncia da suposta venda de celulares por agentes será investigada, e que, todas as denúncias com esse caráter, cuja investigação foi concluída pela Corregedoria, foram punidas com rigor. A inteligência da Suapi tem trabalhado de forma integrada com a Polícia Civil exatamente para identificar desvios de conduta de funcionários e evitar ações de venda de qualquer material ilícito”. A resposta foi dada pela secretaria depois que uma emissora de rádio denunciou ter conversado com um preso por telefone celular.
            Ainda segundo a Seds, os casos em que forem encontrados materiais ilícitos vão ser relatados em comunicado que será enviado ao conselho disciplinar da unidade e ao juiz da execução penal, que avaliará as consequências penais para o detento envolvido.

Material apreendido:

            Agentes penitenciários apreenderam celulares, armas e drogas durante uma varredura na Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A operação foi feita na segunda-feira (25) e nesta terça-feira (26). Três detentos também foram encaminhados para a 6ª Delegacia da Polícia Civil, na mesma cidade, por porte de celulares e drogas. Os trabalhos foram coordenados pela Subsecretaria de Administração Prisional (Suapi), da Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds).
            A ação resultou na apreensão de 16 celulares, 24 chips, 11 chuços, duas facas, uma tesoura, uma serra estilo cegueta e 17 papelotes ou buchas com substâncias semelhantes à maconha, cocaína e crack.
            A ação, que começou às 6h desta segunda-feira (25) e foi terminou às 16h desta terça-feira (26), contou com a participação de 400 agentes do Grupo de Intervenção Tática (GIT), do Comando de Operações Especiais (Cope) e de outras unidades prisionais.

Rotina:

            De acordo com o subsecretário de Administração Prisional, Murilo Andrade Oliveira, as buscas na Penitenciária Nelson Hungria tiveram como objetivo retirar da unidade qualquer material ilícito que representasse ameaça à segurança dos detentos ou permitisse o contato deles com o mundo exterior. “É um procedimento rotineiro em todos os presídios e penitenciárias do estado”, destacou.

            Ainda de acordo com o Oliveira, na Nelson Hungria as vistorias são feitas semanalmente, sendo que esta última foi diferente por contar com a participação de outras unidades prisionais. “A intenção da mudança foi dar mais agilidade e qualidade às buscas, fazendo um verdadeiro pente fino”, concluiu.

            Nos próximos meses, todas as outras 119 unidades prisionais administradas pela Suapi passarão pelo mesmo procedimento. A ação de varredura na Nelson Hungria foi acompanhada pelo Ministério Público, Tribunal de Justiça, Defensoria Pública, Polícia Militar e pelo Corpo de Bombeiros.

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